Os fatos

Quem passa pelo centro de Curitiba nota a presença de pombos dentro de lanchonetes e bares. Estes animais que contam com a simpatia de grande parte da população escondem uma séria ameaça à saúde: a toxoplasmose. Doença geralmente transmitida pela respiração do ar contaminado pelos pombos (exato!, pela poeira).
Como um problema puxa outro, a comida jogada aos pombos atrai também outras pragas como baratas e ratos, estes últimos transmissores da leptospirose.
A própria Secretária da Saúde alerta para o risco de contágio e confirma o aumento do número de infectados e de óbitos por leptospirose.
Com um olhar um pouco mais atento o cidadão preocupado pode ver ratos atravessando ruas, em praças e dentro dos terminais de ônibus, especialmente a noite por serem animais notívagos.
O Instituto de Educação e Serviço Social (IESS) relatou o caso ao serviço de atendimento da prefeitura, o 156, que disse ter atendido a solicitação e recomendou medidas preventivas – cortar o mato, limpar a calçada, guardar adequadamente alimentos, não acumular lixo etc. Ao perguntar sobre as ações tomadas pela prefeitura obteve apenas a repetição da resposta anterior.
O problema se agrava com o aumento das chuvas que, por encherem os rios, fazem com que os pequenos roedores fujam dos boeiros e, agora, desfilem pelas ruas durante o dia.

Análise

Na falta da flauta mágica de Hamelin, Curitiba precisa enfrentar a situação.
Ratos são nocivos e transmissores de doenças e somente uma ação conjunta governo-sociedade pode vencer esta situação.
O Código de Saúde do Estado do Paraná estabelece: “todos os terrenos baldios das áreas urbanas devem ser fechados, drenados quando necessário e mantidos limpos e capinados, pelos proprietários”, sob pena de multa. Em caso de descumprimento a prefeitura não pode se isentar da responsabilidade de fazer com que o serviço seja realizado e a lei cumprida.
Assim, é necessário que a população cobre dos órgãos responsáveis e acompanhe o serviço prestado e pago, antes que o número de vítimas aumente.
A capital não deve ser ecológica neste sentido.

(IESS – Instituto de Educação e Serviço Social)

 

Estatísticas sobre saúde:
www.portalsaude.saude.gov.br