João Mauad cita Milton Friedman, o segundo economista mais influente do século XX, para explicar o que mantém e o que gera o seu emprego.

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Milton Friedman enxergava muito bem o sofisma por trás da defesa de barreiras comerciais para a manutenção dos empregos. “O discurso público”, dizia ele, “tende a ser realizado com foco no emprego, como se o grande objetivo fosse criar empregos. Porém, esse não é nosso objetivo. Não há segredo em criar empregos. Podemos criar qualquer número de empregos para que as pessoas cavem buracos e os preencham novamente. Queremos trabalhos como esse? Não. Os empregos são um preço que temos de pagar para viver.  Em geral, o que queremos [e precisamos] não são apenas empregos, mas empregos produtivos. Queremos empregos que sejam capazes de produzir os bens e serviços que consumimos, com uma quantidade mínima de esforço e recursos. De certa forma, o objetivo econômico apropriado deveria ser no sentido do menor número possível de empregos. Ou seja, a menor quantidade de trabalho para a maior quantidade de produtos.”

O protecionismo gera benefícios e perdas

Os custos do protecionismo para os consumppidores são, na sua maior parte, ocultos.

Os benefícios para os produtores são facilmente identificáveis e visíveis.

Os empregos salvos pelo protecionismo são observáveis e visíveis.

Os empregos perdidos pelo protecionismo não são facilmente observáveis ou visíveis.

Os benefícios do protecionismo para os produtores individualmente são muito elevados.

Os custos do protecionismo para os consumidores individualmente são baixos.

Os custos do protecionismo para os consumidores estão diluídos ao longo de muitos anos.

Os benefícios do protecionismo para os produtores são quase sempre imediatos.

Os produtores que buscam os benefícios do protecionismo são concentrados e bem organizados.

Os consumidores que pagam os custos do protecionismo são dispersos e desorganizados.

Há uma enorme retribuição política do protecionismo para os políticos na forma de votos, apoio político e contribuições financeiras de empresas nacionais protegidas.

Há um enorme custo político para os políticos que tentam remover ou diminuir as barreiras comerciais, sob a forma de votos perdidos, apoio e contribuições financeiras de produtores nacionais previamente protegidos.

A obsessão patológica, embora falsa, de que as exportações são intrinsecamente boas.

A obsessão patológica, embora falsa, de que as importações são intrinsecamente ruins.

Em resumo, uma política que deveria ser tratada em termos estritamente econômicos, acaba sendo decidida politicamente, visando não o interesse geral, mas o interesse das classes política e empresarial.