Percival Puggina explica que a linguagem politicamente correta usa eufemismos para tornar aceitável coisas inaceitáveis; e como ela ajudou a eleger Donald Trump. Leia o artigo completo em seu site.
“Socialismo” e “Liberdade”, por exemplo, são termos excludentes.
No geral, no entanto, as pessoas não se dão conta da incongruência.
A imprensa chama de paralisação a atitude dos policiais militares no Espírito Santo.
No entanto, o nome correto do que fizeram é motim.
Por outro lado, até o presidente Temer pediu o fim da “paralisação”, em uma nota.
Ao manipular, suprimir ou recompor vocábulos, a esquerda muda a ideia original que essa palavras expressavam, restringindo, assim o que as pessoas podem pensar.
Como você já tem a ideia de que paralisação é algo que pessoas boas fazem em prol do coletivo, quando você ouve que a polícia fez uma paralisação, você não conclui, de imediato, que ela se amotinou. Só vai entender a gravidade da situação quem sabe o que é um motim e conhece a lei que rege a disciplina militar.
Cansados dessa censura, hipocrisia e degradação que a esquerda promove, os eleitores americanos elegeram o desabrido Trump. Rejeitaram as falas molengas, discursose pasteurizados e imprecisões cuidadosamente estudadas. Se fosse presidente do Brasil, Trump exigiria a corte marcial para os amotinados do Espírito Santo. E os cidadãos se sentiriam protegidos.

A maior ameaça à civilização é a conformidade dos grupos de intelectuais que, tanto na educação quanto nas artes, estão impondo à sociedade sua ideologia, com golpes de dissimulação, covardia e melindres.

 Nesta questão cultural, somos, sem reservas, pela excelência (e não pela “novidade”) e pelo combate intelectual honesto (e não pela conformidade).