Dando continuidade a série: “50 máquinas que mudaram o rumo da história”. Vamos falar sobre Cinematógrafo dos irmãos Lumière.

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Era uma máquina incrível para a época, pois era composto por câmera, processador e projetor em um único mecanismo. Não foi o primeiro dispositivo a capturar movimento em filme, nas mãos dos irmãos Lumière o cinematógrafo estabeleceu muitas das convenções do cinema moderno e assim como em todas as mídias visuais posteriores, incluindo a televisão e o vídeo.

A INSPIRAÇÃO NA APRESENTAÇÃO DE THOMAS EDISON

Auguste-Marie Lumière (1852-1954) e Louis-Jean Lumière (1864-1948), nasceram na cidade de Besançon, na França. O pai deles Antoine Lumière (1840-1911), era pintor e fotógrafo. Em 1870, a família mudou-se para a cidade de Lyon, onde Antoine abriu uma pequena fábrica de placas fotográficas (o filme fotográfico ainda não havia sido inventado, por isso os fotógrafos daquele tempo tinham que usar placas de vidro) e os irmãos foram trabalhar com o pai.

Mesmo trabalhando arduamente Antoine esteve prestes a falir. Até que em 1881 Louis-Jean criou um novo tipo de placa fotográfica, que facilitava o processo de tirar fotos, pois antes era muito trabalhoso. Com o sucesso dessas placas, os Lumière se recuperaram financeiramente.

Em 1894, Antoine foi convidado para assistir a uma apresentação do cinetoscópio de Thomas Edison, em Paris. O cinetoscópio era um tipo primitivo de projetor; ele fazia dupla com outro aparelho, o cinetógrafo, que era usado para captar as imagens. Mas o cinetoscópio só permitia que uma pessoa por vez visse as imagens filmadas, pois elas eram projetadas apenas dentro do próprio aparelho. Ao voltar para casa Antoine descreveu o cinetoscópio para seus filhos e os incentivou a inventar algo ainda melhor.

No ano de 1892, o francês Léon Bouly (1872-1932) conseguiu, a partir do cinetoscópio, desenvolver o cinematógrafo, um modelo que conseguia gravar e projetar a luz das imagens-movimento em tela, em quadros por segundo. Contudo, Bouly não possuía dinheiro para registrar a patente do invento e o cinematógrafo acabou por ser patenteado pelos  irmãos Lumière, que passaram, a partir de 1895, a fazer várias produções cinematográficas de pequena capacidade e a exibi-las em sessões especiais para isso.

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Em 28 de dezembro de 1895 foi feita a primeira exibição pública com cinematógrafo no porão do Grand Café em Paris. A programação era composta por 10 filmes com cerca de 38 e 49 segundos.

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Em 1896 os irmãos partiram para uma turnê mundial com o cinematógrafo, visitando a Índia, os EUA, o Canadá e a Argentina. Mas apesar do sucesso comercial que obtiveram tanto vendendo cinematógrafos quanto exibindo seus filmes curtos, os irmãos acreditavam que o cinema era “uma invenção sem nenhum futuro”. E passaram a trabalhar apenas com fotografia.

Em 1903, patentearam seu próprio processo de filme a cores: o “autocromo Lumière”.

FUNCIONAMENTO DO CINEMATOGRÁFO DE LUMIÈRE

No modo de filmagem, o operador girava a manivela a duas revoluções por segundo para passar a película cinematográfica perfurada (com dois furos, e não quatro como no filme-padrão de 35 mm), pelo obturador a uma velocidade de 16-18 quadros por segundo.

A PRIMEIRA PROJEÇÃO COMERCIAL DOS IRMÃOS LUMIÈRE – 1895

Referencias Bibliográficas

CHALINA, Eric. 50 Máquinas que mudaram o Rumo da História. Tradução de Fabiano Morais. Rio de Janeiro. Sextante. 2014.

Irmãos Lumière. Disponível em <https://escola.britannica.com.br/artigo/irm%C3%A3os-Lumi%C3%A8re/483343>Acesso em 10 de mar. de 2020.

Origem do Cinema. Disponível em <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/origem-cinema.htm> Acesso em 10 de mar. de 2020.