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“Para casos excepcionais você  tem que tomar decisões excepcionais. Isto nunca aconteceu. Neste momento o time da Chapecoense não existe. Neste momento ele acabou.”

Com essas palavras dimensionando corretamente o acidente de avião que matou  19 jogadores de futebol, 21 jornalistas, 8 dirigentes e 18 membros da comissão técnica, fora a tripulação, Augusto Nunes sustenta que as decisões da CBF com relaçção ao campeonato não devem ser burocráticas.

Na manhã da tragédia, envolvimentos comerciais, como os direitos de transmissão, são o obstáculo para o Chapecoense ser declarado campeão da Copa Sul-Americana.

Jornalistas de Veja registraram a repercussão da tragédia:

No maior jornal do mundo, o New York Times, o acidente era a segunda notícia mais lida, sendo que o país não tem tradição de futebol.

Jogos pela liga da Inglaterra fizeram um minuto de silêncio, e emocionaram o mundo. O Liverpool aplaudiu o Atlético Nacional por ter pedido que o Chapecoense fosse declarado campeão.

O site da Veja, assim como a imprensa nacional, nunca haviam dado tanta cobertura a um acontecimento esportivo. Jornalistas não esportivos se dedicaram à tragédia, tanto em matérias como se oferecendo para ajudar os colegas.

Em 40 anos de carreira, Augusto Nunes disse nunca ter visto “tanta unanimidade na tristeza […]Tem sempre alguém mais distante da tragédia,[…] nesta terça-feira, ninguém [está] longe.”” e “ninguém faz piada.”  “Os que fizeram, emenda Pedro Dias Leite, “foram massacrados [nas redes sociais].

Em sua coluna, Augusto posta Deonísio da Silva nos dando uma reflexão do jornalista Celso Arnaldo Araujo, feita poucas horas depois da notícia do acidente: “o goleiro Danilo, um dos mortos, fez há poucos dias a maior defesa de sua carreira no último minuto do jogo da Chapecoense contra o San Lorenzo, e que esta defesa custou-lhe a vida hoje!’

Na nossa dor, o que alivia é sentir que os estranhos à ela, param um pouco sua vida e vêm nos fazer companhia, nem que seja por um minuto. Augusto dá essa força aos atingidos pela tragédia com suas palavras reverência; nesse vídeo, a névoa verde, que sobe, involuntariamente nos remete ao fugaz e ao céu.

“2009 – Série D
2011 – Série C
2013 – Série B
2014 – Série A
2016 – Final da Sul-Americana.
Não cansaram de subir e chegaram ao Céu.”

 

(Foto: Reprodução / Facebook)