Com a morte de Fidel, e a sua santificação por parte da imprensa e intelectuais, este artigo de Rodrigo Constantino, compara dados das diversas ditaduras latino-americanas, de forma imperfeita, mas ainda sim, dá uma dimensão realista, para quem quer ler a verdade, e não reforçar suas convicções.

Exilados e ex-prisioneiros, entre outros, criaram o site Cuba Archive que, como o nome diz, traz dados sobre Cuba.

Ele computa 7.326 mortos e desaparecidos nas prisões cubanas, a maioria (quase 6.000) fuzilada ou assassinada extrajudicialmente. Não se incluem aí os afogados, que perfazem dezenas de milhares segundo diversos relatos.

Considerando essa estimativa mais conservadora, nos seus 57 anos de ditadura, Cuba produziu 65 mortos ou desaparecidos por grupo de 100 mil habitantes.

“O Livro Negro do Comunismo”, obra de referência europeia que sofreu críticas por supostas imprecisões, aponta até 17 mil fuzilamentos ao longo dos anos Castro. Sob essa métrica, a média sobe para 154,5 mortos por 100 mil habitantes.

A Argentina, por sua vez, registrou um grupo de 30,9 mortos e desaparecidos por 100 mil habitantes nos sete anos de governo militar. O Chile do general Augusto Pinochet, 23,2 por 100 mil habitantes nos 17 anos do regime.

Já o Brasil, segundo os dados da Comissão Nacional da Verdade, teve 434 mortos ou desaparecidos nos 21 anos de governo de generais, encerrados em 1985. Um índice de 0,3 por 100 mil habitantes.

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Se o critério para a avaliação for a velocidade com que a ditadura matou, a Argentina lidera o ranking com folga, com 1.280,1 mortos ou desaparecidos por ano de vigência do jugo militar. Chile vem em seguida com 180,2, Cuba com 143,6 e Brasil com 20,6 vítimas.
O problema dessa medição, além de desconsiderar o critério populacional, é que ela dissimula a evolução histórica dos regimes.

Relatos indicam que o “paredón” cubano foi bem mais ativo nos anos de consolidação do regime de Fidel. Há uma moratória nas execuções admitidas por Havana desde 2003, e uma queda abrupta no número de vítimas registrado pelo “Cuba Archive” nos anos de Raúl Castro no poder: 264 vítimas de 2006 para cá.

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Rodrigo, então, estabelece a comparação:

–  a ditadura cubana matou mais do que o dobro da segunda pior.

– No regime militar brasileiro, ao longo de mais de duas décadas, sumiram pouco mais de 400 pessoas. A maioria era de comunista que tinham matado inocentes em atentados.

Os “democratas” de esquerda, os mesmos que enaltecem Fidel, bancam até hoje as vítimas de nossos militares. Eis a lógica dessa gente: defende um regime que matou, na melhor das hipóteses, duzentas vezes mais (mil vezes mais é uma estimativa mais acurada). Sendo que em Cuba morreram praticamente só inocentes.

“Ah, mas Fidel era um igualitário sonhador que lutava pelos pobres”, diz o idiota. “Ah, mas e os avanços sociais?”, pergunta o imbecil, que ignora os verdadeiros avanços no Chile de Pinochet, ao contrário de Cuba, que vive na completa miséria.

Rodrigo Constantino conclui que só ignorantes ou pessoas más defendem Cuba.