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Rachel Dolezal, diretora da empresa Spokane NAACP, ficou famosa em junho de 2015. Ela se passava por uma mulher negra até um canal de notícias desmascará-la. No começo do vídeo, o repórter lhe pergunta:

– Este é seu pai?

– Sim…é…é meu pai.

– Este homem aqui é seu pai?

– Você tem dúvida a respeito?

– Sim. Fico imaginando se seu pai é mesmo um afro-americano.

– Isso é muito…quero dizer…não sei, não sei o que você está insinuando.

– Você é afro-americana?

Dolezal hesita e responde:

– Eu não entendi a pergunta…Eu disse a você que…sim, é meu pai. E ele não pode vir em janeiro.

– Os seus pais são brancos?

Então, fotos de Dolezal, de quando ela era mais jovem surgiram, fotos dela com pele branca e cabelo loiro.

Agora ela cunhou o termo: trans-raça

Falando com The Guardian, ela disse:

– Eu sinto que a idéia de ser trans-negra seria muito mais precisa do que ‘Eu sou branca.” Porque, você sabe, eu não sou branca. Há um lado negro e um lado branco em todos os tipos de questões, seja político, social, cultural – ela continuou. – Há uma perspectiva, há uma mentalidade, há uma cultura. Dizer que sou negra é dizer: é assim que eu vejo o mundo. Chamar-me negra parece mais preciso do que dizer que eu sou branca.
Ela passou a comparar sua ideia de fluidez e subjetividade racial com a de gênero:

–  Eu não escolhi me sentir assim ou ser assim, apenas sou.

Os usuários das mídias sociais, entretanto, não demonstraram muita empatia por ela não ter conseguido se reempregar e estar prestes a se tornar sem teto. Um deles diz:

“simplesmente identifique-se como uma proprietária empregada. Não é assim que funciona?

 

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