Em um artigo recente, Martin Cothran observou que a alfabetização está se tornando uma coisa do passado nas escolas de hoje.
 
Há duas razões pelas quais  a alfabetização está se tornando uma coisa do passado nas escolas de hoje. A primeira é que menos livros estão sendo lidos. A segunda é que os livros que são lidos são de qualidade mais pobre – não os clássicos que tem sido estudados nas escolas por gerações.
 
De acordo com Cothran, a culpa por esse estado de fraca alfabetização está, em primeiro lugar, na Base Comum e naqueles que publicam o material de leitura da escola.
 
Mas de acordo com o ex-Professor do Ano, John Taylor Gatto, essas duas entidades podem simplesmente ser ferramentas nas mãos de algo maior. Em seu livro Dumbing Us Down (Nivelando-nos Por Baixo), Gatto observa que “O medo de as pessoas comuns aprenderem demais é um tema recorrente em registros de paísesem todo o mundo”. Ele continua, dizendo que o resultado mais visível desse medo é a queima de livros. Mas esses passos drásticos são geralmente substituídos por algo muito mais sutil:
 
“Há muitas maneiras de se queimar livros sem um fósforo. Você pode ordenar que a leitura de livros infantis seja substituída por outros, sérios, como fizemos. Você pode simplificar a linguagem que você permite nos livros escolares, a ponto de os alunos sentirem repugnância pela leitura, porque os degrada, sendo uma papa mais rala do que seu discurso falado. Nós fizemos isso também. Uma estratégia sutil e muito eficaz é encher livros com imagens e gráficos vivos para que trivializem as palavras da mesma forma que os piores jornais tablóides fazem – forçando fotos e gráficos no espaço onde os leitores deveriam construir suas próprias imagens, usurpando o espaço onde o intelecto pessoal deveria estar se expandindo. Nisto somos os mestres do mundo. “
 
É difícil negar que muitos elementos do currículo de hoje foram simplificados. Será que estas simplificações só servem para puxar nossos filhos para os níveis mais baixos de inteligência, impedindo-os de ser cidadãos em guarda contra a tirania e um governo dominador?
Annie Holmquist tem mais de 20 anos de experiência como educadora musical e professora voluntária.