Condensação de artigo de Kathleen Brown.

“A depressão nunca é normal.”

Nem mesmo para alguém com demência.

De acordo com a Associação de Alzheimer, não é incomum que as pessoas com Alzheimer estejam deprimidas, especialmente nos estágios iniciais e intermediários da doença. De fato, a Associação diz: “Especialistas estimam que até 40% das pessoas com a doença de Alzheimer sofrem de depressão significativa”.

E, no entanto, “a depressão nunca é normal”. Pouco depois de me tornar cuidadora de mamãe, ouvi essas palavras do bem conhecido psiquiatra geriátrico da área de Dallas, o dr. David Crumpacker. Ele estava falando a um grupo reunido em um asilo, o assunto era Alzheimer.

As palavras de Dr. Crumpacker me surpreenderam. “A depressão nunca é normal.” Nem mesmo para alguém com Alzheimer? Não, nem mesmo para alguém com Alzheimer.

O que isso significa? Por que o médico fez questão de dizer que, mesmo quando alguém é diagnosticado com uma doença tão cruel como a doença de Alzheimer, a depressão não deveria ser considerada uma consequência “normal”?

Porque, ao contrário do Alzheimer, a depressão pode ser tratada. E os tratamentos disponíveis, diz a Associação de Alzheimer, podem levar a uma “diferença significativa na qualidade de vida”.

E essa é informação sobre a qual os cuidadores devem agir. Se você suspeitar que a pessoa de quem você está cuidando está deprimida, busque um diagnóstico. Tal como acontece com praticamente tudo relacionado com os comportamentos alterados que acompanham a doença de Alzheimer, o primeiro passo crítico para um cuidador é informar o médico.

Você, provavelmente, está ciente de que a doença de Alzheimer pode complicar o diagnóstico e o tratamento de outras doenças. Isso inclui depressão. Por um lado, as duas doenças compartilham alguns sintomas, como isolamento, perda de interesse em atividades e hobbies, confusão e dificuldade de raciocínio. E o comprometimento cognitivo que nossos entes queridos sentem pode dificultar a descrição de seus sentimentos e sintomas. Por causa disso, a Associação de Alzheimer diz: “Pode ser útil consultar um psiquiatra geriátrico especializado em reconhecer e tratar a depressão em adultos mais velhos”. Mas os cuidadores podem começar conversando com o médico que acompánha o paciente.

Não presuma que, porque ele sabe que seu ente querido tem a doença de Alzheimer, o médico saberá, automaticamente, os problemas que afetam mais drasticamente a saúde e a qualidade de vida do seu ente querido. Humores ou comportamento que você observa que preocupam você devem ser levado à atenção do médico. Eu enfatizo isso porque, como cuidadora novata, presumi, erroneamente, que o médico assumiria a liderança. Eu cometi o erro de pensar: “O médico conhece esta doença. Ele conhece todos os tópicos importantes a serem discutidos, todos os problemas importantes que estamos enfrentando ao cuidar da mamãe. Se ele não menciona isso enquanto estamos aqui em seu consultório, não é realmente importante.”

Eu estava errada. Mas tive sorte. Os resultados do meu erro poderiam ter sido muito mais sérios do que eram.

No próximo post, descreverei como aprendi sobre os efeitos da depressão em alguém com Alzheimer. Mas por enquanto, os fatos são claros:

  • Depressão nunca é normal.
  • Depressão não é incomum em pacientes com Alzheimer.
  • Depressão pode ser tratada.
  • O tratamento para a depressão pode levar a uma melhoria significativa na qualidade de vida da pessoa que você cuida.

Eu senti essa mudança da escuridão para expectativas mais brilhantes; oro para que você também possa.