João Luiz Mauad, no Instituto Liberal, divide os esquerdias em dois grupos e explica porque eles conseguem enganar a maioria das pessoas.

Quando o governo opta por cortar gastos, sempre há grupos organizados, estridentes, que se mobilizam para que ogoverno recue de sua intenção. Eles sempre argumentam que a economia almejada pelo governo será feita sacrificando os mais pobres. O cidadão médio é ignorante do assunto, não vai buscar informação, e acaba raciocinando assim: “O governo é composto por quem só quer enriquecer, se esses grupos estão lutando contra ele, então devem ser do bem, e o que eles dizem deve ser verdade.

Além disso, uma parte cada vez maior da população sente-se culpada por haver pobres. A esquerda foi eficiente em substituir por culpa, o legítimo sentimento de orgulho que eles deveriam ter por suas conquistas materiais.

O desencanto com os políticos, entre outros fatores, leva os jovens principalmente, a abraçar o discurso da esquerda, que foca nas “injustiças sociais”, “privilegiando os mais frágeis e necessitados.

 

[…] “Esses são os inocentes úteis, os soldados rasos do esquerdismo.  O lado, digamos, sincero e bem intencionado da seita socialista.  Mas há o outro lado da moeda.  O lado da liderança; dos mandarins; dos ideólogos; do pessoal que reza segundo a cartilha resumida pelo velho brocado popular: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Os tipos mais comuns vivem encastelados em cargos públicos muito bem remunerados, detêm vastos privilégios trabalhistas e polpudas aposentadorias.  Seu discurso (da boca pra fora) defende a redistribuição da renda (dos outros) e o fim das desigualdades sociais. Sua palavra de ordem é Justiça Social que só pode ser alcançada através de um Estado provedor.  Malgrado suas mensagens altruístas e benevolentes, um detalhezinho do seu caráter chama a atenção: nunca, mas nunca mesmo, tente mexer com os sagrados “direitos adquiridos”, porque eles viram fera, fazem greve, passeata, arruaça, quebra-quebra…  São capazes de paralisar o atendimento público de saúde, as escolas ou o instituto de previdência do país por imensos períodos, a custa de prejuízos incalculáveis para a população, sem que isso lhes cause qualquer comoção ou constrangimento.  Apesar de serem, em tese, servidores públicos, colocam seus interesses pessoais acima de tudo.

Outro exemplar, não menos famoso, é aquele que Nelson Rodrigues chamava de esquerda festiva.  Como os demais, adoram falar de justiça social e igualdade. São a vanguarda do anticapitalismo, da antiglobalização, da luta contra o demônio neoliberal.  Não raro, abocanham nacos suculentos dos subsídios estatais, sob a égide do desenvolvimento artístico e cultural.  Apesar do socialismo de fachada, quando os seus direitos é que estão em jogo, tornam-se enfáticos defensores do direito de propriedade.  Seus contratos são elaborados por advogados do mais alto gabarito e devem ser cumpridos à risca, sob pena de processos indenizatórios milionários.  No entanto, quando o assunto é a propriedade alheia, não pensam duas vezes antes de mandar os direitos constitucionais às favas.  No interior de suas mansões, vivem permanentemente cercados e protegidos por seguranças armados até os dentes, mas não vêem qualquer problema em dar apoio às invasões de terras e outras propriedades privadas pelo MST e congêneres.

Não dá para esquecer e deixar de fora os rent-seekers, grandes empresários que, em nome da manutenção dos empregos e do desenvolvimento nacional, vivem sugando a sociedade, através de isenção de impostos, subsídios, protecionismo e mais um sem número de favores governamentais.  Sabem perfeitamente que “não existe almoço grátis”, mas, quem se importa com isso quando estamos diante de benefícios concentrados e custos difusos?

[algumas dicas para identificar esquerdistas:]

1 – compare o seu (dele) modo de vida com o discurso.  Normalmente freqüentam a mais alta burguesia, mas não se consideram parte dela;

2 – verifique se existe algum interesse pessoal escondido trás das suas bandeiras de luta;

3 – Preste bastante atenção na sua relação com o sucesso alheio, pois eles adoram fazer justiça social com o dinheiro dos outros.

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